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Citologia | Interfase, Mitose e Meiose

  Introdução As divisões celulares estão intimamente ligadas ao processo de crescimento e desenvolvimento dos mais diversos tipos de organismos, em especial nos multicelulares. As divisões celulares, mais conhecidas como mitose e meiose, são responsáveis pelos processos de multiplicação celular e pela formação de gametas e esporos, respectivamente.  No início do processo de divisão celular há uma duplicação do material genético. Essa duplicação é essencial para a ocorrência das etapas posteriores, contribuindo para a manutenção do padrão genético das espécies.  É importante enfatizar que antes da mitose propriamente dita, há um processo de duplicação seguido por uma divisão citoplasmática (citocinese) que ocorre ao final da mitose, formando assim, duas células-filhas diploides geneticamente iguais à célula-mãe. Essas células são idênticas devido à ausência de permutação genética nesse processo e, por este motivo, não há variabilidade genética entre elas. Na meiose, por outro lado, há u
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Fisiologia | Sistema Urinário

O sistema excretor é, basicamente, composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra. Os rins estão localizados na região posterior do abdômen, logo abaixo do baço e do fígado. Esses órgãos apresentam um formato de feijão e, na sua região superior, possuem as glândulas adrenais. Figura 1 - Rins localizados próximo à região dorsal do corpo. (Fonte: PAULSEN, F.; WASCHKE, J. Sobotta, 2000). Devido o grande espaço ocupado pelo fígado, o rim direito está localizado um pouco mais abaixo que o esquerdo, ambos posicionados na altura da 11ª e 12ª costelas. Os rins estão fortemente presos à parede abdominal graças ao peritônio, membrana serosa que reveste a parte superior da cavidade abdominal. Cada rim possui, aproximadamente, 12 cm de altura, 7 cm de largura e 3 cm de espessura, pesando em média 150g. Os rins possuem diferentes regiões caracterizadas de acordo com os órgãos com quem eles estão em contato. Cada rim possui uma artéria e uma veia renal que se ramificam em seu interior, propiciando u

Fisiologia | Glândulas Endócrinas

No capítulo anterior, observamos o funcionamento da hipófise e a sua importância para a estimulação das demais glândulas do corpo. Glândulas que irão produzir outros tipos de hormônios e, assim, estimular novas células, tecidos ou órgãos, contribuindo para o equilíbrio fisiológico do organismo, para a homeostase. Iniciaremos nossos estudos com a glândula tireoidiana. Essa glândula está diretamente relacionada ao metabolismo do nosso organismo. A tireoide está localizada na região do pescoço, logo abaixo do osso hioide e da cartilagem da tireoide, presente sobre a traqueia. É uma das maiores glândulas corpo, pesando entre 15 e 20 gramas. Figura 1 - Glândula tireoide. (Fonte: PAULSEN, F.; WASCHKE, J. Sobotta, 2000) A tireoide é responsável pela secreção dos hormônios triiodotironina (T3) e tetraiodotironina ou tiroxina (T4). Esse hormônios são responsáveis pelo aumento do metabolismo e a sua secreção é controlada pelo hormônio tireotrópico (TSH) da hipófise. Os hormônios T3 e T4 possuem

Fisiologia | Hormônios Hipofisários

A coordenação das atividades corporais é realizada por meio de mensageiros químicos: neurotransmissores, hormônios endócrinos ou neuroendócrinos, parácrinos, autócrinos e citocinas. Os neurotransmissores são substâncias liberadas pelas terminações dos neurônios, os axônios. Os hormônios endócrinos são produzidos por glândulas e liberados na corrente sanguínea. Os neuroendócrinos são secretados por neurônios e também viajam pela corrente sanguínea. Os parácrinos, quando secretados pelas células, são lançados no líquido intersticial, objetivando células-alvo vizinhas. Os autócrinos também são secretados no líquido extracelular, porém, as células-alvo são as mesmas que os produziram. As citocinas, por sua vez, são peptídeos secretados no líquido extracelular que podem atuar como hormônios parácrinos, autócrinos ou endócrinos. No que diz respeito à esse capítulo, trabalharemos os hormônios endócrinos hipofisários. A hipófise, também conhecida como pituitária, é dividida em duas porções, u

Fisiologia | Sistema Imunitário

Quando falamos sobre as defesas do organismo, logo lembramos de um tipo específico de células, os glóbulos brancos ou leucócitos. Essas células desempenham sua função de defesa do organismo de duas formas, basicamente. A primeira dela é realizada por meio da fagocitose, causando a verdadeira destruição dos corpos estranhos e, a segunda, é por meio da produção de anticorpos, moléculas de defesa específicas. Os leucócitos são células móveis formadas prioritariamente pela medula óssea vermelha. Contudo, alguns leucócitos são formados no tecido linfático. Na medula há formação de granulócitos e linfócitos, enquanto no tecido linfático há formação de linfócitos e plasmócitos. Essas células são importantes por possuírem a capacidade de detectar e destruir os invasores. Seis tipos de leucócitos podem ser listados: os neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos, linfócitos e plasmócitos. Existem, ainda, os megacariócitos, leucócitos que dão origem às plaquetas. os neutrófilos, eosinófilos e

Fisiologia | Sistema Linfático

O circulação linfática atua como um verdadeiro sistema de escoamento dos líquidos teciduais, evitando o acúmulo de excretas e, desta forma, contribuindo para a renovação do líquido intersticial, além de estar diretamente ligado à manutenção das defesas do organismo, pois é responsável pela maturação e multiplicação das células de defesa do corpo, os leucócitos. No capítulo anterior, observamos a importância do sistema circulatório na distribuição dos nutrientes pelo organismo. Falamos, ainda, sobre como os nutrientes se difundem dos capilares sanguíneos para os tecidos, permitindo assim, que as células absorvam os nutrientes de que precisam. No entanto, devemos lembrar que essas mesmas células produzem resíduos como consequência do seu metabolismo, os excretas. Os excretas são substâncias tóxicas que devem ser eliminadas do corpo. O processo de eliminação dos excretas depende da atuação do fígado, rins e pulmões. O fígado é responsável pela desintoxicação do organismo, pois converte s

Fisiologia | Sistema Cardiovascular

O sistema cardiovascular é formado pelo coração e por uma vasta rede de vasos sanguíneos que se espalha por todo o organismo, levando nutrientes diretamente para quase todos os tecidos, excetuando-se o epitelial e o cartilaginoso, pois como vimos anteriormente, são avasculares. Essas estruturas desempenham um papel primordial para o funcionamento do sistema, pois atuam na propulsão e condução do sangue pelo corpo. Para entendermos esse processo, vamos começar pelo coração. O coração humano é um órgão com quatro cavidades, dois átrios (aurículas) e dois ventrículos, sendo formado prioritariamente por tecido muscular, o miocárdio. Ele está localizado entre o esterno e a coluna vertebral, sobre o diafragma. Está posicionado na linha média da caixa torácica, tendo 2/3 da sua massa deslocada para a esquerda. Esse músculo possui contrações rítmicas, sendo rápidas e involuntárias. O coração está envolto em uma estrutura em forma de saco, o pericárdio. Essa estrutura é composta por duas memb