Botânica | Vegetais Criptógamos

setembro 22, 2018

As Briófitas e Pteridófitas são vegetais que possuem órgãos reprodutores microscópicos, daí o termo criptógamas. As briófitas são organismos primitivos que não possuem tecidos verdadeiros. Essa característica exibe a grande similaridade que esses organismos possuem com os seus antepassados aquáticos, as algas. Já as pteridófitas, possuem tecidos verdadeiros que demonstram a existência de tecidos, órgãos e sistemas.

BRIÓFITAS



Figura 1 - Musgos.
(Autor: Brigiti Bandini)

Características Gerais

As briófitas, representadas pelos musgos, são vegetais milimétricos e que não possuem tecidos verdadeiros, ou seja, não possuem caule, raízes, folhas, flores, frutos e sementes. Essas características estão relacionadas ao fato das células desses vegetais não possuírem diferenciação entre si, pois possuem basicamente uma mesma função.

O corpo dos musgos é constituídos por estruturas denominadas caulículo/cauloide, rizoide e filoide. Esses nomes fazem referência ao caule, raízes e folhas, apesar de não o serem. O caulículo ou cauloide corresponde à parte central do corpo do musgo, conferindo-lhe suporte e sustentação. Os filoides correspondem às projeções laminares formadas à partir do caulículo. Os rizoides, por sua vez, compõem a base do musgo, servindo para a fixação ao substrato.



Figura 2 - Gametófito e Esporófito.
(Autor:  LadyofHats)

Os musgos não possuem vasos condutores de seiva, e, por isso, são denominados vegetais avasculares. Dada a ausência desses vasos, as substâncias são transportas por difusão, ou seja, passadas célula a célula, o que justifica a limitação de tamanho típica desse grupo vegetal.

As briófitas possuem preferência por ambientes úmidos e sombreados, pois dependem da água para realizar sua reprodução. Em seu ciclo reprodutivo, elas possuem alternância de gerações, com formação de um esporófito e um gametófito.

Os gametófitos são estruturas responsáveis pela produção dos gametas,  podendo ser masculinos ou femininos. Essas estruturas estão presentes em toda as fases do ciclo reprodutivo. Já o esporófito, é efêmero/passageiro, pois surge momentaneamente para produzir e liberar os esporos. Depois de produzidos os esporos, o esporófito definha. Devido à isso, a fase gametofítica se torna predominante sobre a fase esporofítica (G > E).

Ciclo Reprodutivo das Briófitas

Em sua reprodução, os gametófitos masculinos produzem anterídeos. Essas estruturas contêm em seu interior anterozoides, os gametas masculinos. Já os gametófitos femininos, produzem arquegônios, estruturas que contêm em seu interior oosferas, os gametas femininos.



Figura 3 - Ciclo reprodutivo das briófitas.
(Autor:  LadyofHats)

Com o auxílio da água, os anterozoides nadam em direção ao gametófito feminino, adentrando seus arquegônios com o objetivo de fecundar as oosferas. Após a fecundação, forma-se o zigoto que irá originar o esporófito. O esporófito se devolverá por sobre o gametófito feminino até, finalmente, liberar seus esporos que irão formar um protonema, estrutura que se desenvolverá em novos gametófitos.

PTERIDÓFITAS

Características Gerais


Figura 4 - Samambaia.
(Autor: Randy Robertson)

Esse grupo de vegetais é representado pelas samambaias, avencas e samambaiaçus. Esses vegetais possuem tecidos verdadeiros, ou seja, possuem caule, folhas e raízes, pois possuem células diferenciadas para diferentes funções. Contudo, esses vegetais não possuem flores, frutos e sementes.

As pteridófitas são vegetais traqueófitos, pois possuem vasos condutores de seiva, o que lhes confere um maior porte quando comparadas as briófitas. Apesar se serem estruturalmente mais complexas, quando comparadas ao grupo anterior, ainda possuem dependência da água para reprodução, pois os gametas masculinos precisam nadar ao encontro dos gametas femininos para realizar a fecundação.

Ciclo Reprodutivo das Pteridófitas

Nas pteridófitas, encontramos nomenclaturas similares àquelas vistas nas briófitas, por exemplo: as estruturas reprodutoras denominadas anterídeos e arquegônios permanecem nesse grupo, produzindo os gametas masculinos e femininos, respectivamente, que continuam sendo denominados como anterozoides e oosferas.


Figura 5 - Ciclo reprodutivo das pteridófitas.
(Autor: NuriaWrite)

Nesse ciclo reprodutivo, a fase esporofítica é predominante sobre a gametofítica (E > G), ou seja, o vegetal presente em todo o ciclo de vida é o esporófito. Durante a época reprodutiva, as samambaias produzem, sob suas folhas, estruturas denominadas soros, que contêm em seu interior vários esporângios.

Os esporângios são responsáveis pela produção de esporos através de um processo meiótico. Após a liberação, os esporos germinam formando uma estrutura cordiforme denominada prótalo. O prótalo é o gametófito do ciclo reprodutivo, pois produzirá em seu interior os anterídeos e arquegônios que, por sua vez, produzirão anterozoides e oosferas, respectivamente.

Após a fecundação, forma-se um zigoto que irá se desenvolver por sobre o prótalo fotossintetizante, para assim, receber os nutrientes necessários. Em outras palavras, o prótalo manterá vivo o esporófito durante a fase inicial de desenvolvimento. Em seguida, o esporófito adulto e fotossintetizante se tornará independente do prótalo, que definhará até a morte. Esse ciclo reprodutivo também segue o padrão de uma alternância de gerações ou metagênese.

Finalizo aqui este artigo, espero que ele tenha sido proveitoso. Um grande abraço.
Bons estudos.

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