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Zoologia | Aves

Aves são detentoras de incríveis características que demonstram sua total adaptação ao voo. Todas as características nitidamente convergem para uma função principal, a redução do peso. O menor peso, juntamente com o desenvolvimento das penas, possibilitou às aves uma incrível forma de se movimentar.


Figura 1 - A incrível capacidade de voar.
(Fonte: https://bit.ly/2QjrTlw).

Dentre as adaptações ao voo observadas em aves, destacam-se: surgimento de penas, esterno em quilha, ossos pneumáticos, bico sem dentes, ausência de bexiga e oviparidade. A capacidade de por ovos com casca, bem como a presença de penas, surgiram com os répteis e, por isso, são apomorfias. A presença de penas em répteis pode ser observada em fósseis como o Archeopteryx lithographica (Figura 2).


Figura 2 - Archeopteryx lithographica.
(Fonte: https://bit.ly/2JCBUI9).

Além do voo, as penas auxiliam na regulação térmica desses animais, podendo estar modificadas para diferentes condições ambientais. Contudo, as penas possuem sempre a mesma estruturação básica: Ráqui, Barbas, Bárbulas e Cálamo (Figura 3).

O bico sem dentes, a ausência de bexiga, os ossos pneumáticos e a oviparidade são claros exemplos de redução no peso corporal do animal, enquanto o esterno em quilha contribui para a aerodinâmica.
Outras estruturas interessantes podem ser observadas em aves como, por exemplo: a Siringe, o Papo, a Moela, os Sacos Aéreos e a Glândula Uropigiana.



Figura 3 - Estrutura básica da pena.
(Fonte: https://bit.ly/2QhCPA5).

A siringe corresponde ao órgão de vocalização das aves. O papo é o órgão de armazenamento, que prepara o alimento para a moela, o órgão de trituração, tendo em vista a ausência de dentes. Os sacos aéreos são órgãos anexos ao pulmão, auxiliando o processo de oxigenação, dada a grande demanda da ave durante o voo. A glândula uropigiana, ou uropígio, é responsável pelo produção de óleos que servirão para impermeabilizar penas e assegurar um isolamento térmico.

Além dessas características, as aves possuem sistema digestório completo, excreção feita por rins, respiração pulmonar, reprodução sexuada e circulação dupla, fechada e completa, tal qual todos os cordados.

O coração de aves é tetracavitário, ou seja, formado por dois átrios e dois ventrículos. Como não existe mistura de sangue arterial e venoso, as aves possuem circulação completa, o que afeta diretamente o seu metabolismo. Por isso, as aves são homeotérmicas. No que diz respeito à excreção, as aves são uricotélicas, ou seja, eliminam ácido úrico.

As aves são descendentes diretos dos répteis que trouxeram consigo as penas, o bico, a redução de tamanho e a oviparidade. De fato, as técnicas modernas de análise genética comprovam que as aves são tão similares aos répteis que deveriam ser classificadas como um subgrupo do mesmo. Podemos entender melhor a filogenia das aves analisando a Figura 4.


Figura 4 - Árvore filogenética dos vertebrados.
(Fonte: https://bit.ly/2SOfTuf).

Como podemos observar, as aves foram recentemente separadas da Ordem Crocodylia. Aves, mamíferos e répteis fazem parte de um mesmo grupo, os amniotas. Contudo, o ramo dos mamíferos é mais antigo que o das aves.


Figura 5 - Anatomia do ovo.
(Fonte: https://bit.ly/2D51sw2).

Os amniotas são assim conhecidos pela presença de uma estrutura ao redor do embrião, o Âmnio. O âmnio é formado por uma membrana que contem um líquido que evita a desidratação do embrião, o líquido amniótico. Além do âmnio, outras estruturas membranosas podem ser observadas. O Saco Vitelínico, a Alantoide e o Córion. Essas estruturas são conhecidas como anexos embrionários.

A alantoide é responsável pelas trocas gasosas do embrião, enquanto o córion se dedica a eliminação de excretas e absorção de cálcio da casca. O saco vitelínico recebe essa denominação por causa do vitelo, uma reserva de nutrientes.

Classificação das Aves

Ordem Struthioniformes - Avestruzes.
Ordem Rheiformes - Emas.
Ordem Tinamiformes - Codornas.
Ordem Casuariiformes - Emus e Casuares.
Ordem Apterygiformes - Quivis.
Ordem Galliformes - Galinhas e Perus.
Ordem Anseriformes - Patos, Gansos e Cisnes.
Ordem Phoenicopteriformes - Flamingos.
Ordem Podicipediformes - Mergulhões.
Ordem Columbiformes - Pombos.
Ordem Pteroclidiformes - Cortiçois.
Ordem Cypselomorphae - Colibris e Andorinhões.
Ordem Cuculiformes - Cucos.
Ordem Otidiformes - Abetardas.
Ordem Musophagiformes - Turacos.
Ordem Opisthocomiformes - Jacú-cigano.
Ordem Gruiformes - Carquejas e Grous.
Ordem Charadriiformes - Gaivotas.
Ordem Gaviiformes - Gavias.
Ordem Sphenisciformes - Pinguins.
Ordem Procellariiformes - Pardelas.
Ordem Ciconiiformes - Cegonhas e Garças.
Ordem Suliformes - Fragata.
Ordem Pelecaniformes - Pelicanos.
Ordem Eurypygiformes - Cagu.
Ordem Cathartiformes - Condores e Abutres.
Ordem Accipitriformes - Gaviões e Águias.
Ordem Strigiformes - Corujas.
Ordem Coliiformes - Rabo-de-junco.
Ordem Leptosomatiformes - Leptosomus discolor
Ordem Trogoniformes - Surucuá.
Ordem Bucerotiformes - Calaus e Poupas.
Ordem Coraciformes - Guarda-rios.
Ordem Piciformes - Pica-paus e Tucanos.
Ordem Cariamiformes - Sariemas.
Ordem Falconiformes - Falcões.
Ordem Psittaciformes - Papagaios, Araras, Catatuas.
Ordem Passeriformes - Aves canoras.

A classificação das aves é volátil em alguns grupos e, por isso, pode sofrer alterações com maior frequência do que outros grupos animais. Grupos extintos foram ignorados na classificação apresentada.

Sendo assim, terminamos mais um artigo. Espero que as informações possam ser valiosas em seu aprendizado. Bons estudos.

Um grande abraço.



Referência

POUGH, F. H. et alA vidas dos vertebrados. 4ª Ed. São Paulo: Atheneu, 2008.

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