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Zoologia | Reptilia

Os répteis são o primeiro grupo de vertebrados que definitivamente conquistou o ambiente terrestre. Isso só foi possível graças à diversas características que promoveram a sua adaptação. Dentre elas, destacam-se o desenvolvimento da respiração pulmonar, um corpo revestido por escamas e o surgimento de um ovo com casca.

O grupo anterior (anfíbios), há uma grande dependência de água para a reprodução. Isso ocorre devido a existência de uma reprodução externa e a formação de um ovo sem casca, que sofreria desidratação severa em ambiente terrestre. Contudo, algumas espécies de anfíbios desenvolveram estratégias diferentes.

Anfíbios podem ser encontrados em florestas úmidas, à quilômetros de rios ou lagos. Isso é possível graças à utilização de água que se acumula em bromélias, um vegetal epífito. Outras espécies desenvolveram um muco gelatinoso que envolve os ovos, mantendo assim, a hidratação.


Figura 1 - Ovos com casca e filhote de jacaré.
(Fonte: Wikimedia Commons).

No que se refere aos répteis, a proteção contra a desidratação avançou significativamente graças ao desenvolvimento de uma camada calcária externa (a casca - Figura 1) e de uma reprodução com fertilização interna.

Outra característica importante para a adaptação ao ambiente terrestre foi o desenvolvimento de escamas queratinosas. Em algumas espécies, as escamas formaram placas espessas que contribuem para a regulação términa e para a proteção.

Um exemplo típico dessas placas pode ser observado nos jacarés, crocodilos, tartarugas, cágados e jabutis. Contudo, os três últimos desenvolveram enormemente suas placas para uma função de proteção, o que deu origem ao casco (Figura 2).

Os répteis possuem , ainda, um sistema circulatório mais eficaz do que os dos anfíbios, formado por um coração com três ou quatro cavidades.


Figura 2 - Réptil com casco - Tartaruga.
(Fonte: pixabay)

O coração tricavitário possui dois átrios e um ventrículo septado, quase o divide em dois. Esse septo, conhecido como septo de Sabatier, reduz a mistura de sangue arterial e venoso no ventrículo, Essa menor mistura de sangues afeta diretamente o metabolismo do animal, promovendo uma melhor oxigenação e se refletindo em uma circulação dupla, fechada e incompleta um pouco mais eficiente.

O coração tetracavitário (Figura 3), por sua vez, é formado por dois átrios e dois ventrículos. A divisão completa do ventrículo ocorreu como consequência do desenvolvimento do septo. Contudo, uma pequena abertura, se manteve, o Forâmen de Panizza.

O Forâmen é um ponto de ligação entre a aorta direita e a esquerda dos répteis crocodilianos. Essa conexão permite a mistura de sangue arterial e venoso em uma proporção bem menor do que a do coração tricavitário.

Figura 3 - Coração tetracavitário com Forâmen de Panizza.
(Fonte: Life - The Science of Biology).

No que diz respeito aos demais sistemas, os répteis seguem o mesmo padrão observado nos demais cordados, com um sistema digestório completo, um sistema excretor formado por rins que apresenta o ácido úrico como o principal excreta nitrogenado. 

A excreção de ácido úrico é outra adaptação ao ambiente terrestre, pois para eliminar esse excreta, perde-se pouca água. Os répteis apresentam, ainda, um sistema nervoso centralizado e uma reprodução sexuada.

Classificação dos Répteis

Ordem Squamata
Subordem Lacertilia - Lagartos.
Subordem Ophidia - Serpentes.
Ordem Testudines - Tartarugas, Cágados e Jabutis.
Ordem Crocodilia - Jacarés, Gaviais e Crocodilos.
Ordem Rhinchocephalia - Tuatara.

Finalizamos mais um artigo para seus estudos, espero que seja proveitoso.

Um grande abraço.


Referência

POUGH, F. H. et alA vidas dos vertebrados. 4ª Ed. São Paulo: Atheneu, 2008.

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