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Zoologia | Aracnídeos e Crustáceos

Aracnídeos e Crustáceos possuem características únicas que refletem a sua grande especialização aos ambientes que ocupam, possuindo comportamentos alimentares e reprodutivos singulares. 

Neste artigo em particular, destacarei as características necessárias para que possamos identificar os artrópodes como aracnídeos ou crustáceos. Tendo em vista esse objetivo, não serei prolixo com características gerais de artrópodes que podem ser vistas no artigo seguinte: Artrópodes.


Figura 1 - Aranha.
(Fonte: https://bit.ly/2OWwjSP).

ARACHNIDA

Os aracnídeos possuem quatro pares de pernas e o corpo dividido em Cefalotórax e Abdômen (Figura 1). Os segmentos corporais responsáveis pela formação da cabeça e do tórax se uniram durante o desenvolvimento embrionário do indivíduo, formando assim, o cefalotórax.

Elas não possuem antenas e asas, mas apresentam estruturas exclusivas denominadas Quelíceras e Pedipalpos. As quelíceras são popularmente conhecidas como as presas e, no caso das aranhas, é onde está localizada a glândulas de veneno. 

Os pedipalpos são estruturas sensoriais que, no caso das aranhas, possuem formato similar ao das pernas. Em escorpiões, os pedipalpos são modificados, possuindo em sua extremidade Pinças que irão auxiliar na manipulação do alimento. No final do abdômen, possuem o Telson, também conhecido como Ferrão ou Aguilhão (Figura 2).


Figura 2 - Escorpião.
(Fonte: https://bit.ly/2ERog5g).

Nos escorpiões, é no telson onda está localizada a glândula de veneno. De forma geral, o veneno dos aracnídeos serve para paralisar suas presas, não para matá-las. Contudo, algumas espécies desenvolveram venenos que representam uma complexa mistura de componentes de potente ação.

Após paralisarem suas presas, os aracnídeos iniciam seu processo de alimentação. Como as suas bocas são muito pequenas, sendo formadas por um simples orifício, elas desenvolveram hábitos alimentares bem peculiares.

Tendo em vista que os aracnídeos não possuem dentes em suas bocas, a trituração do alimento é realizada pelas quelíceras. O exoesqueleto desses animais possui expansões entre as quelíceras que lembram espinhos ou uma pequena serra. Desta forma, essas animais cortam e trituram o seu alimento. Em seguida, vomitam sobre o alimento triturado.

O padrão de composição das teias, bem como os seus modos de utilização, são bem diversificados entre as espécies. O vômito está rico em enzimas digestivas e, assim, o processo digestório ocorrerá de modo extracorpóreo, ou seja, fora do corpo. Após a digestão, o animal suga o alimento em um estado líquido.


Figura 3 - Bulbo ejaculatório.
(Fonte: https://bit.ly/2OcYkQL).

As aranhas, em especial, possuem um estrutura no final de seus abdômens denominada Fiandeiras. Essas estruturas são responsáveis pela produção da seda que irá compor suas teias. O padrão de composição das teias, bem como os seus modos de utilização, são bem diversificados entre as espécies.

A maioria das aranhas utiliza as suas teias para capturar alimento. Contudo, algumas espécies são grande e pesadas demais para ficaram suspensas em uma teia ou fio de seda e, por isso, vivem no solo, geralmente alocadas em baixo de rochas, troncos ou até mesmo em buracos no solo aguardando a passagem de uma presa. Os fios de seda atuam como um sistema de alarme, informando a chegada de um visitante.

As aranhas não possuem pênis, apesar de se utilizarem de um fecundação interna. Para tal, os machos transferem o seu esperma por meio de uma estrutura denominada Bulbo Ejaculatório localizada na extremidade dos pedipalpos (Figura 3). Como apenas os machos possuem essa estrutura, podemos facilmente identificar o sexo das aranhas.

No caso dos escorpiões, o processo reprodutivo depende da utilização de um Espermatóforo por parte dos machos. Essa estrutura é, basicamente, um tubo fixado ao solo que contém em seu interior o esperma do animal. Para que haja fecundação, o macho segura a fêmeas com suas pinças e a conduz em direção ao espermatóforo, introduzindo-o em seu orifício genial e, assim, transferindo o esperma.


Figura 4 - Caranguejo.
(Fonte: https://bit.ly/2SxLfoK).

CRUSTACEA

Os crustáceos são tipicamente relacionados à ambientes aquáticos. Entretanto, existem espécies terrestres que sobrevivem em condições de boa umidade.

O corpo desses indivíduos também está dividido em cefalotórax e abdômen. Não possuem asas e apresentam dois pares de antenas, o segundo par sendo originado evolutivamente da mesma estrutura que formou as quelíceras dos aracnídeos. Os crustáceos possuem pelo menos cinco pares de pernas e, em algumas espécies, o primeiro par é modificado, possuindo pinças (Figura 4).


Figura 5 - Camarão boxeador (Mantis).
(Fonte: https://bit.ly/2SsdJQw).

Ao londo do abdômen podem ser visualizadas estruturas similares à pernas. Entretanto, essas estruturas são falsas pernas, denominadas Urópodes (Figura 5). Os urópodes auxiliam na natação, além de serem utilizados pelas fêmeas para segurar os ovos. Há, ainda, um telson em forma de nadadeira ao final do abdômen.

Os crustáceos são animais filtradores, retendo partículas de alimento suspensas na água por meio de longos filamentos denominados Cerdas. Muitos crustáceos também se alimentam de animais mortos, arrancando pequenos pedaços de alimento com suas piças e os triturando com o auxílio de pequenas estruturas bucais chamadas de Maxilípedes.

Os crustáceos são dioicos de fecundação externa. O desenvolvimento é Indireto, ou seja, possuem estágios larvais. O exoesqueleto desses animais possui um importante reforço de cálcio, o que fortaleceu consideravelmente a estrutura.

Desta forma, finalizo aqui este pequeno resumo sobre dois incríveis grupos de artrópodes. Se você gostou do artigo e, caso ele tenha lhe sido útil. Compartilhe! Deixe seu Like! Assim vamos divulgar o conhecimento para um maior número de pessoas.

Deixo abaixo um vídeo sobre o tema. Um grande abraço. Bons estudos!




Referências

RUPPERT, E.E; BARNER, R. D. Zoologia dos Invertebrados. 6ª Ed. São Paulo: Roca, 1996.

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