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Zoologia | Phylum Annelida

Os anelídeos são animais terrestres ou aquáticos, de vida livre ou parasitários. Eles possuem corpo anelado, segmentado, o que demonstra a existência de metameria, ou seja, um corpo compartimentalizado. Essa característica afetará a organização corporal de diversos outro grupos zoológicos, inclusive nós.

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Figura 1 - Minhocas.
(Fonte: https://goo.gl/x972zf).

Além das características citadas acima, os anelídeos são triblásticos celomados e protostômios. Eles possuem simetria bilateral, pois são detentores de um sistema nervoso centralizado, formado por uma cadeia nervosa ganglionar ventral. Em cada segmento corporal do animal existe um par de gânglios (Figura 1 e 2).

Figura 2 - Anatomia de anelídeo - Minhoca.
(Fonte: https://goo.gl/9KRbr3).

São animais de respiração cutânea ou branquial e que se utilizam de pigmentos respiratórios do sistema circulatório para realizar o transporte de gases da respiração. Em alguns anelídeos, as brânquias estão associadas aos parapódios, expansões laterais dos segmentos que auxiliam na locomoção e, por serem vascularizados, realizam as trocas gasosas, tal qual o que é visto em brânquias.

Eles possuem um sistema digestório completo. No intestino desses animais, surge pela primeira vez, uma dobra que irá melhorar a capacidade de absorção, a tiflosole (Figura 3). A excreção é realizada por metanefrídios, ou simplesmente nefrídios.

Cada segmento corporal do animal possui um par deles. Os nefrídios são longos tubos responsáveis pela filtração do líquido celomático. Ele possuem um abertura denominada nefróstoma que filtra o líquido corporal do animal. O material filtrado é então direcionado para um poro por meio de um sistema de canais. Esse poro, conhecido como nefridióporo, se abre na superfície corporal do animal, lançando os excretas para fora do corpo.


Figura 3 - Corte transversão e anatomia interna de anelídeo.
(Fonte: https://goo.gl/5Rdt8Q).

Os anelídeos possuem um sistema circulatório fechado, formado por dois grandes vasos sanguíneos, um dorsal e outro ventral. O grande vaso dorsal está conectado ao ventral por meio de cinco pares de vasos laterais, os corações. Esses vasos são assim considerados por possuírem capacidade de contração (Figura 3).

O fluxo sanguíneo que percorre o corpo do animal possui um sentido e direção. O sangue flui pelo vaso dorsal em direção à região anterior do corpo do animal, em seguida, preenche os vasos laterais que, ao se contraírem, propulsionam o sangue para a região posterior do corpo por meio do vaso ventral, completando assim, o seu percurso.

No que se refere à reprodução, esses animais podem ser dioicos (sexos separados - macho e fêmea) ou monoicos (hermafroditas), podendo possuir um desenvolvimento direto ou indireto (larva trocófora). Alguns anelídeos podem apresentar reprodução assexuada por regeneração, repondo partes perdidas e, em alguns casos, regenerando o corpo inteiro a partir de um único segmento.


Figura 4 - Nereis Alitta succinea.
(Fonte: https://goo.gl/bu6PTM).

Um outra característica a ser destacada nos anelídeos é a presença, ou não, de cerdas. Essas estruturas são quitinosas e auxiliam na locomoção desses animais, aumentando a tração com o substrato. A presença de cerdas foi fundamental para a classificação dos organismos do grupo e, desta forma, eles estão classificados em três classes, os Achaeta ou Hirudinea, os Oligochaeta e os Polichaeta.

Classificação

Hirudinea - Sem cerdas, Ex: Sanguessugas.
Oligochaeta - Poucas cerdas, Ex: Minhocas.
Polichaeta - Muitas cerdas, Ex: Nereis.

Finalizamos, aqui, mais um artigo. Espero que você tenha absorvido informações importantes e que continue com os estudos.

Um grande abraço.



Referência

RUPPERT, E.E; BARNER, R. D. Zoologia dos Invertebrados. 6ª Ed. São Paulo: Roca,1996.

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