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Zoologia | Phylum Arthropoda


 
Poucos grupos animais são tão diversificados e possuem características tão incríveis quanto os Artrópodes. Eles ocupam quase todos os ecossistemas do planeta, possuindo ampla representatividade local, pois são parte fundamental para o equilíbrio dos ambientes em que vivem. Tendo em vista essa diversidade, pretendo trazer ao leitor características gerais importantes que irão definir o grupo e permitir a compreensão de sua grandeza.


Figura 1 - Arthropoda, Insecta, Coleoptera.

Os artrópodes possuem grande variedade de cores, tamanhos e formatos (Figura 1). Contudo, apesar dessas variações, um padrão de características é muito bem perceptível. Comecemos pelo nome. Artrópodes!

O nome do grupo faz referência à uma característica nítida, eles possuem pernas articuladas. Talvez o leitor pense: Eu também possuo articulações e nem por isso sou um artrópode. Certamente não o é! Um grande diferencial não pode ser deixado de lado. As articulações dos artrópodes são externas, pois eles possuem um exoesqueleto feito, basicamente, de quitina, um polissacarídeo estrutural.

Quando analisamos um artrópode, suas articulações são evidentes devido a existência de um esqueleto externo, ao contrário do nosso esqueleto que é interno, ou seja, um endoesqueleto. Esse fenômeno de substituição do exoesqueleto é denominado ecdise ou muda.

A presença do exoesqueleto traz grande proteção à esses animais que, além de servir como uma espécie de armadura contra danos físicos, ela também serve como proteção contra a desidratação, característica fundamental que possibilitou aos seus ancestrais conquistarem o ambiente terrestre. Contudo, existe uma limitação!


Figura 2 - Arthropoda, Crustacea.
(Fonte: https://bit.ly/2OQGng7).

Os artrópodes vivem dentro dessa armadura e, consequentemente, ela representa uma limitação ao seu crescimento. Diferentemente de nós, os artrópodes apresentam crescimento periódicos, entre os quais ele elimina o seu exoesqueleto atual e produz um novo, maleável.

Enquanto o novo exoesqueleto está sendo formado, o animal se encontra desprotegido. Essa flexibilidade do esqueleto não será permanente, ela permitirá o crescimento animal por um curto período e logo enrijecerá, retomando sua função protetora. Desta forma, esses animais passam por períodos de crescimento seguidos de períodos de total estagnação de crescimento. Esse fenômeno de substituição do exoesqueleto é denominado Ecdise ou Muda. Um processo um pouco similar ocorre em répteis. Entretanto, lá será substituída a pele do animal, não o seu esqueleto.

Os artrópodes podem ser observados em ambientes aquáticos ou terrestres, levando um Vida Livre ou Parasitária, como é o caso dos mosquitos. Estão classificados em alguns grupos, Insetos, Aracnídeos, Crustáceos, Quilópodes e Diplópodes. Na morfofisiologia básica dos artrópodes, podemos observar a presença de um Sistema Nervoso centralizado, formado por uma Cadeia Nervosa Ganglionar Ventral (Figura 3).



Figura 3 - Anatomia interna de aranhas.
(Fonte: https://bit.ly/2PXnogi).

Os artrópodes apresentam Sistema Digestório completo e Sistema Circulatório aberto, com um coração localizado na posição dorsal abdômen. Dependendo do grupo em questão, os artrópodes podem apresentar diferentes tipos de respiração e excreção (Figura 4).

Sistemas Respiratórios

Traqueal - Em insetos, quilópodes e diplópodes.
Filotraqueal ou Pulmões Foliáceos - Em aracnídeos.
Branquial - Em crustáceos.



Figura 4 - Anatomia interna de insetos.
(Fonte: https://bit.ly/2O7zEcA).

As traqueias e filotraqueias são constituídas por um sistema de tubos que se ramificam dentro do corpo dos animais, levando oxigênio diretamente para o tecidos vivos deles. Esses sistemas atuam independentemente do sistema circulatório. As brânquias, por sua vez, estão conectadas à circulação, captando oxigênio em ambientes aquáticos.



Figura 5 - Desenvolvimento ametabólico.
(Fonte: https://bit.ly/2z8I9Pc).

Sistemas Excretores

Túbulos de Malpighi - Em insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes.
Glândulas Coxais - Em aracnídeos.
Glândulas Verdes/Antenais - Em crustáceos.

Os túbulos de Malpighi estão conectados ao intestino médio dos animais, filtrando os fluídos corporais para a remoção dos excretas que, posteriormente, serão lançados no intestino para serem eliminados juntamente com as fezes. Além dos túbulos de Malpighi, os crustáceos possuem na base de suas pernas as glândulas coxais que trabalham com o mesmo objetivo, a eliminação de excretas. Nos crustáceos, os órgãos excretores se localizam na base das antenas, o que justifica o seu nome.

Os artrópodes são Dioicos, sexos separados - machos e fêmeas, com Reprodução Sexuada, Fecundação Interna e Desenvolvimento Direto/Indireto. A maioria dos artrópodes possui uma Metamorfose parcial ou total do corpo, mas existem aqueles que à possuem.



Figura 6 - Desenvolvimento hemimetabólico.
(Fonte: https://bit.ly/2yCqvDU).

Tipos de Metamorfose

Ametábolos - Não possuem metamorfose. Ex: Traças (Figura 5).
Hemimetábolos - Possuem metamorfose parcial. Ex: Gafanhotos (Figura 6).
Holometábolos - Possuem metamorfose total. Ex: Borboletas (Figura 7).

Os ametábolos, ao nascerem do ovo, possuem todas as características de um adulto, tendo apenas que crescer para alcançar tal estágio. Os hemimetábolos, ao nascerem do ovo, possuem quase todas as características dos adultos, exceto asas, sendo por isso, denominados Ninfas. Para alcançarem a fase adulta, devem sofrer uma pequena metamorfose que lhes proverá asas.



Figura 7 - Desenvolvimento holometabólico.
(Fonte: https://bit.ly/2D6EHsu).

Os holometábolos, por sua vez, ao nascerem do ovo possuem características totalmente distintas dos adultos, sendo denominadas Larvas. Essas larvas passam por um estágio de Pupa/Crisálida onde sofrerão a metamorfose para a fase adulta, o Imago.

Com este parágrafo, finalizo a nova abordagem geral sobre artrópodes. Se você possuir alguma dúvida ou curiosidade sobre o assunto, deixe um comentário. E se de alguma forma este artigo foi útil para você, compartilhe!


Um grande abraço e bons estudos.


Referências

RUPPERT, E.E; BARNER, R. D. Zoologia dos Invertebrados. 6ª Ed. São Paulo: Roca, 1996.

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