Zoologia | Phylum Chordata

outubro 03, 2018

Os cordados, juntamente com os equinodermos, são organismos deuterostômios. Como representantes deste grupo, destacam-se animais invertebrados (Protocordados) e vertebrados (Ciclostomados, Peixes, Anfíbios, Répteis, Aves e Mamíferos).

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Figura 1 - Embrião com cauda pós-anal.
(Fonte: https://goo.gl/mr6LZn).

Os cordados são animais triblásticos celomados de vida livre ou parasitária (Lampreias). Esses animais podem ser aquáticos ou terrestres e apresentam diversas características embrionárias em comum, dentre as quais, podemos destacar a presença de notocorda, primeiro eixo de sustentação do embrião, estando presente apenas nessa fase da vida na maioria dos cordados.




Figura 2 - Diversidade de cordados vertebrados.
(Fonte: http://voupassar.club/).

Dentre as características embrionárias, destacam-se ainda, a presença de uma cauda pós-anal, que em algumas espécies se desenvolve em uma cauda ou rabo, enquanto em outras, como nós, regride. Os cordados possuem, também, a presença de membranas interdigitais e fendas faríngeas.

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Figura 3 - Membranas interdigitais.
(Fonte: https://goo.gl/6GVj9w).

Todos os cordados possuem um sistema nervoso centralizado, localizado em posição dorsal, e uma sistema circulatório fechado, localizado em posição ventral. Esse padrão de posicionamento dos sistemas se apresenta de forma oposta em relação aos demais filos abordados anteriormente, com um sistema nervoso ventral e um circulatório dorsal (artrópodes, por exemplo). A circulação dos cordados pode ser simples ou dupla e, ainda, completa ou incompleta.

O tipo de sistema respiratório dos cordados pode variar de acordo com as espécies e, consequentemente, com os seus modos de vida. Podem ser observados animais com respiração branquial, cutânea ou pulmonar.

Os protocordados, anfioxo e ascídias (tunicados), possuem respiração branquial, realizado por meio das fendas faríngeas ou branquiais, estruturas vascularizadas que auxiliam tanto na filtração da água para a obtenção de alimento, quanto nas trocas gasosas para a respiração. Para tal, as ascídias possuem dois sifões (Figura 1), um inalante (bucal/oral) e outro exalante (atrial), por onde a água entra e sai do corpo do animal, respectivamente.


Figura 4 - Anatomia interna de tunicado, uma ascídia.
(Fonte: http://www.dorrypets.co.za/).

A respiração branquial evoluiu espantosamente em anfíbios e peixes, enquanto a respiração pulmonar o fez em répteis, aves e mamíferos como consequência da adaptação ao ambiente terrestre. Já a cutânea, pode ser muito bem observada entre os anfíbios.

Todos os cordados são detentores de um sistema digestório completo e um sistema excretor formado por rins. Algumas espécies realizam a excreção prioritariamente por meio da faringe (Tunicados), ou a utilizam de forma secundária (Peixes), auxiliando a manutenção do seu equilíbrio osmótico.

No que se refere à reprodução, os cordados podem possuir um desenvolvimento direto ou indireto, sendo essencialmente sexuados. Contudo, os tunicados representam uma exceção, pois apresentam reprodução assexuada, formando brotos que darão origem à uma colônicas desses animais.


Classificação dos cordados

Subfilo Urochordata - Ex: Ascídias.
     Classe Ascidiacea
     Classe Thaliacea
     Classe Appendicularia

Subfilo Cephalochordata - Ex: Anfioxo.

Subfilo Craniata/Vertebrata

Infrafilo Agnatha/Ciclostomata - Sem mandíbula. Ex: Lampreias

Infrafilo Gnathostomata - Com mandíbula.
     Superclasse Pisces - Ex: Peixes ósseos e cartilaginosos.
     Classe Amphibia - Ex: Sapos e Salamandras.
     Classe Reptilia - Ex: Cobras, Lagartos e Tartarugas.
     Classe Aves - Ex: Pássaros, Gaviões e Emas.
     Classe Mammalia - Ex: Cães, Gatos, Elefantes e Homens.

Esse artigo representa uma pequena introdução ao estudo dos cordados. Cada um dos principais grupos citados aqui será abordado separadamente, fornecendo informações complementares que irão aprofundar seus conhecimentos sobre o tema. Até o próximo artigo, bons estudos.


Referência

POUGH, F. H. et al. A vidas dos vertebrados. 4ª Ed. São Paulo: Atheneu, 2008.

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