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Zoologia | Phylum Platyhelminthes


Os platelmintos são vermes aquáticos ou terrestres achatados dorsoventralmente, característica que define o nome do grupo (Platy = achatado; heminthes = verme). Esses animais podem ser de vida livre ou parasitária. Como representantes desse grupo, podemos citar as planárias, as tênias e os esquistossomas.

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Figura 1 -  Platelminto Pseudoceros montereyensis. 
(Fonte: https://goo.gl/ikCZTT).

As planárias são organismos de vida livre, enquanto as tênias e esquistossomas são parasitárias. Além de possuírem um corpo achatado, os platelmintos podem apresentar diversas estruturas sensoriais em seus corpos. As planárias (Figura 2) possuem, por exemplo, ocelos (fotorreceptores) e aurículas (quimiorreceptores). Os ocelos podem ser comparados à olhos primitivos.


Figura 2 - Planária.
(Fonte: https://goo.gl/hFRDBr).

Contudo, cabe ressaltar que essas estruturas não são olhos, pois não formam imagens. Os ocelos possuem a capacidade de perceber a luz. Desta forma, as planárias podem se orientar pela luz ao se movimentarem. As aurículas possuem a capacidade de perceber substâncias químicas na água, característica similar ao nosso paladar e ao olfato.


Figura 3 - Triblásticos acelomado (a) e pseudocelomado (b).
(Fonte: Life - The Science of Biology - 7ª Ed.).

Neste grupo, observamos um salto evolucionário importantíssimo, o surgimento de um terceiro folheto embrionário, a mesoderme. Temos, agora, organismos triblásticos ou triploblásticos (Figura 3).

Os organismos triblásticos pode ser classificados como acelomados, pseudocelomados e celomados. Os platelmintos são organismos acelomados. Nesse grupo, as três camadas de folhetos embrionários estão juntas, umas as outras, sem deixar espaços entre elas, ou seja, não existem cavidades.

Nos pseudocelomados e celomados existem cavidades com líquido. No caso dos pseudocelomados, a cavidade está localizada entre a mesoderme e a endoderme. Nos celomados, a cavidade está localizada exclusivamente dentro da mesoderme.



Figura 4 - Sistema nervoso e reprodutor de planárias.
(Fonte: Brooks/Cole Thomson Learning).

Vários outros sistemas podem ser observados nos platelmintos. Eles possuem um sistema nervoso centralizado, formado por uma cadeia nervosa ganglionar ventral, ou seja, são vários gânglios interligados presentes na região ventral do corpo do animal (Figura 4). Como consequência, eles possuem simetria bilateral.

Quando presente, possuem sistema digestório incompleto (Figura 5), formado por uma cavidade digestória ramificada. Essas ramificações permitem uma melhor distribuição dos nutrientes, compensando assim, a ausência de um sistema circulatório. Como apena a boca é formada durante o desenvolvimento embrionário, eles são classificados como protostômios.


Figura 5 - Sistema digestório e excretor de planárias.
(Fonte: Concepts of Biology).

A respiração é cutânea e a distribuição dos gases é facilitada pela espessura milimétrica do corpo do animal. O sistema excretor é formado pelas células-flama, também denominadas como solenócitos ou protonefrídios.

Na excreção, as células-flama possuem uma série de cílios que, ao baterem, criam um fluxo de líquido corporal no animal. O líquido passa por fendas presentes nos protonefrídios, realizando assim, a filtração. O líquido filtrado é encaminhado por tubos que se conectam na superfície corporal por meio de um poro excretor (Figura 5). A excreção nesse animais é formada por amônia.


Figura 6 - Regeneração de planárias.
(Fonte: https://goo.gl/pNLJhb).

Os platelmintos possuem reprodução assexuada e sexuada, com desenvolvimento direto ou indireto. As planárias possuem reprodução assexuada por regeneração (Figura 6) após uma laceração, ou seja, os fragmentos de tecidos do animal irão regenerar os tecidos danificados, podendo formar várias planárias como consequência.

A reprodução sexuada das planárias possui uma fecundação cruzada e interna, com um desenvolvimento direto, mesmo elas sendo organismos monoicos (hermafroditas). Apesar das planárias possuírem os dois aparelhos reprodutores, elas não realizam autofecundação.

Após a cópula, onde ocorre uma transferência mútua de esperma, as planárias produzem um casulo, onde as planárias jovens se desenvolveram até serem libertadas, caracterizando assim, um desenvolvimento externo. As tênias, por outro lado, são monoicas e realizam autofecundação. Já os esquistossomas, são organismos dioicos, ou seja, de sexos separados, pois existe um macho e uma fêmea.


Figura 7 - Teníase suína.
(Fonte: https://goo.gl/FLM4DH).

Na teníase (Figura 7), os vermes adultos (Taenia solium) possuem uma escólex ou cabeça com ventosas e ganchos quitinosos. As ventosas e ganchos auxiliam na fixação do parasita no interior do corpo do hospedeiro. O corpo das tênias é formado por vários segmentos denominados proglotes.

Cada proglote possui os dois aparelhos reprodutores, mas apenas um deles está amadurece por vez. Após a autofecundação, o parasita presente no intestino humano libera proglotes grávidas à cada ciclo reprodutivo.

As proglotes grávidas estão cheias de ovos e são liberadas juntamente com as fezes humanas. Quando ingeridas pelo porco, em situação de falta de saneamento básico, os ovos do parasita evoluem para larvas cisticercos que se instalam nos músculos e no cérebro do animal, onde há grande oxigenação.

Quando nos alimentamos de carne de porco mal cozida infestada por larvas, adquirimos o parasita adulto. Logo, a doença do homem é denominada teníase. Contudo, se ingerirmos ovos de tênias, tomando o lugar do porco no ciclo de vida do parasita, a doença que contrairemos é a cisticercose.


Figura 8 - Esquistossomese.
(Fonte: https://i.pinimg.com/).

Na esquistossomose (Figura 8), o parasita adulto (Schistosoma mansoni) se instalam no plexo venoso mesentérico do intestino humano, liberando os ovos com as fezes, ou no plexo venoso da bexiga, onde serão liberados pela urina.

Ao atingirem a água, os ovos originam as larvas miracídios. Essas larvas são infectantes para os caramujos (Biomphalaria glabrata), invadindo seus tecidos e metamorfoseando para um segundo estágio larval, as cercárias. 

As larvas cercarianas são infectantes para os humanos, penetrando através da pele. Ao atingirem a corrente sanguínea, migram para o plexo venoso e atingem a fase adulta, iniciando assim, um novo ciclo.

Classificação dos platelmintos

Destacarei, agora, as três principais classes de platelmintos.

Turbellaria - Formada pelas planárias, organismos de vida livre.

Cestoidea - Formada pelas tênias, organismos parasitários sem trato digestivo.

Trematoda - Formada pelos esquistossomas, organismos parasitários.

Finalizo este artigo lhe advertindo que existem várias informações a serem absorvidas nesse tema. Continue os estudos com dedicação e o sucesso virá.

Um grande abraço e bons estudos.

Referências

RUPPERT, E.E; BARNER, R. D. Zoologia dos Invertebrados. 6ª Ed. São Paulo: Roca,1996.

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