Fisiologia | Homeostase

novembro 24, 2018

O corpo possui um equilíbrio interno que se mantém relativamente constante para o perfeito funcionamento do organismo. Esse equilíbrio é melhor conhecido como homeostase. Para que a homeostase ocorra, são necessárias várias interações entre os diversos tipos de tecidos e sistemas. Essa interação é realizada por meio de hormônios e líquidos presentes no corpo. Esses líquidos podem ser encontrados dentro ou fora das células e, por isso, são denominados de líquidos intra e extracelulares. 

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Figura 1 - Moléculas.
(Fonte: https://bit.ly/2TzWjlL)

O líquido extracelular é composto por água, íons e nutrientes. Dentre os íons, destaca-se uma grande quantidade de sódio, cloreto e bicarbonato. Dentre os nutrientes, temos aminoácidos, carboidratos, ácidos graxos e oxigênio. Esse líquido está envolta das células, constituindo um ambiente único onde elas vivem, um meio interno (milieu intérieur). Termo foi criado à mais de 100 anos pelo fisiologista Claude Bernard .


Figura 2 - Claude Bernard.
(Fonte: https://bit.ly/2r4hcbw).

As 100 trilhões de células do corpo, das quais 25% são hemácias, estão inseridas nesse líquido rico em nutrientes, interagindo com ele. Nessa interação, as células absorvem os nutrientes de que necessitam e, em contrapartida, liberam os excretas que produzem como consequência do seu metabolismo. 

O líquido extracelular se movimenta pelo corpo, sendo transportado por meio de vasos sanguíneos ou, simplesmente, fluindo por entre as células, no espaço intercelular e, por isso, também pode ser denominado como líquido intersticial.

Para que os líquidos cheguem para os tecidos, eles devem atravessar a parede dos vasos. Isso só é possível em vasos sanguíneos com paredes extremamente finas, os capilares. A troca de fluídos entre os capilares e o espaço intercelular ocorre naturalmente. Os nutrientes se difundem do plasma sanguíneo para o líquido intersticial, enquanto os excretas realizam o caminho inverso.

Figura 3 - Capilares, vasos linfáticos e líquido intersticial.
(Fonte: https://bit.ly/2PQTY7F).

Para que a manutenção da homeostase ocorra, os nutrientes e excretas precisam ser repostos e eliminados, respectivamente. A reposição de nutrientes depende da atuação do sistema digestório e respiratório, pois são responsáveis pela digestão e pela hematose, ou seja, pela “quebra” de moléculas grandes em menores, para que estas possam ser absorvidas, e pelas trocas gasosas, respectivamente. Os nutrientes absorvidos pelo intestino, assim como o oxigênio captado nos pulmões, chegam até os tecidos do corpo pelo sangue.

No que se refere aos excretas nitrogenados, sua eliminação depende da atuação de outros órgãos, os rins. Eles são responsáveis por eliminar esses excretas, além de atuarem na eliminação do excesso de água e íons circundantes. Desta forma, os sistemas respiratório, digestório, circulatório e excretor são os responsáveis diretos pela manutenção da homeostase. Contudo, outros órgãos/sistemas regulam os funcionamento do organismo.

O fígado, por exemplo, atua junto no organismo auxiliando o processo digestório e realizando a metabolização de compostos nitrogenados, formando derivados menos tóxicos. Em outras palavras, esse órgão atua na desintoxicação do organismo.

O principal sistema que atua na regulação dos demais e, consequentemente na homeostase, é o nervoso. Esse sistema é composto por uma parte sensorial, outra integrativa e uma motora. Os receptores sensoriais são fundamentais para detectar as alterações fisiológicas do organismo, permitindo assim, uma resposta à alteração, ou seja, uma correção do estado fisiológico para manter a homeostase. 

A comunicação entre o sistema nervoso e os demais órgãos/sistemas do corpo se dá por meio de hormônios. Os hormônios são substâncias sinalizadoras que atua de forma especial, pois são produzidos e liberados no sangue com a finalidade de estimular células específicas, ou seja, estimulam células-alvo. Desta forma, o estímulo específico de células, órgãos ou sistemas, resulta em ações fisiológicas controladas que mantêm o equilíbrio interno do corpo, a homeostase.

Finalizo aqui este artigo, espero que seja proveitoso em seus estudos. Um grande abraço.


Referências

Hall, John E. Tratado de Fisiologia Médica. 12ª ed. Elsevier: Rio de Janeiro, 2011.

AMABIS, J.M.; MARTHO, G.R. Biologia: biologia dos organismos. 3ª Ed., vol. 1. Moderna: São Paulo, 2009.

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