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Fisiologia | Sistema Linfático



O circulação linfática atua como um verdadeiro sistema de escoamento dos líquidos teciduais, evitando o acúmulo de excretas e, desta forma, contribuindo para a renovação do líquido intersticial, além de estar diretamente ligado à manutenção das defesas do organismo, pois é responsável pela maturação e multiplicação das células de defesa do corpo, os leucócitos.

No capítulo anterior, observamos a importância do sistema circulatório na distribuição dos nutrientes pelo organismo. Falamos, ainda, sobre como os nutrientes se difundem dos capilares sanguíneos para os tecidos, permitindo assim, que as células absorvam os nutrientes de que precisam. No entanto, devemos lembrar que essas mesmas células produzem resíduos como consequência do seu metabolismo, os excretas.

Os excretas são substâncias tóxicas que devem ser eliminadas do corpo. O processo de eliminação dos excretas depende da atuação do fígado, rins e pulmões. O fígado é responsável pela desintoxicação do organismo, pois converte substâncias tóxicas em outras com menor toxicidade. Os pulmões, por sua vez, eliminam o excesso de gás carbônico e os rins, finalmente, são responsáveis pela eliminação do excesso de água, sais e excretas.

Para que a eliminação desses resíduos ocorre da forma correta, é necessária a atuação do sistema linfático. Um sistema acessório formado por vasos que se espalham por todo o corpo, similarmente ao que ocorre com o sistema cardiovascular. Contudo, ao invés de sangue, esses vasos conduzem linfa, um líquido esbranquiçado rico em proteínas.

Os vasos linfáticos formam uma rede intimamente ligada aos tecidos, permitindo um rápido escoamento dos líquidos intersticiais para o sangue. Esse escoamento é importante para remover proteínas e grandes partículas que não puderam ser absorvidas diretamente pelos capilares sanguíneos.



Figura 1 - Integração entre sistema circulatório e linfático.


Quase todos os tecidos do corpo possuem vasos linfáticos, excetuando-se o sistema nervoso central, as camadas superficiais da pele, o endomísio dos músculos e os ossos. Contudo, esses tecidos podem possuir canais diminutos, denominados como pŕé-linfáticos. Esse canais permitem o fluxo do líquido intersticial, direcionando-o para os canais linfáticos. No caso do cérebro, a drenagem ocorre para o líquido cerebrospinal e, deste, para o sangue.



Figura 1 - Rede de vasos do sistema linfático.


A maior parte do líquido intersticial é drenado pelos capilares venosos. Contudo, em torno de 10% desse líquido é drenado pelos vasos linfáticos, retornando ao sangue posteriormente. A linfa é, portanto, o líquido intersticial que percorre os vasos linfáticos. 

Dois terços de toda a linfa do corpo se localiza no fígado e no intestino. A linfa intestinal possui papel fundamental na absorção de nutrientes, em especial, os lipídios. Os vasos linfáticos associados às vilosidades intestinais são chamados de quilíferos. No que diz respeitos aos nutrientes, os monoglicerídeos e ácidos graxos absorvidos no intestino são ressintetizados pelas células epiteliais, formando gotículas dispersas que viajam pela linfa, os quilomícrons.

O sistema linfático possui porções dilatadas em vários pontos do corpo, os linfonodos, ou nódulos linfáticos. Essas regiões possuem massas de linfócitos e macrófagos. Nenhuma partícula de substância ou agente patogênico que esteja presente nos tecidos pode ser absorvido diretamente pelos capilares e, por isso, entram na linfa se não forem destruídas localmente. As partículas estranhas viajam, então, no fluxo linfático, sendo retidas nos linfonodos, onde encontrarão os macrófagos. Essas células de defesa irão fagocitar os corpos estranhos impedindo uma possível disseminação pelo organismo.

Outras partes do corpo estão integradas do sistema linfático, é o caso do baço, das tonsilas, do timo e da medula óssea. O baço é um órgãos que funciona da mesma forma que um nódulo linfático, é rico em macrófagos. Contudo, nele passa sangue ao invés da linfa, pois é responsável pela destruição de hemácias velhas. A medula óssea e o timo, por sua vez, atuam integradamente. Na medula, são produzidas células de defesa, os linfócitos. Esses linfócitos migram para o timo, onde irão se multiplicar e se diversificar para uma grande variedade de antígenos. As tonsilas se localizam na faringe, sendo responsáveis pela multiplicação de linfócitos e, consequentemente, pela produção de anticorpos.


Câncer linfático


Também conhecido como linfoma, doença caracterizada pelo inchaço dos nódulos linfáticos, febre, perda de peso e fadiga. Os linfomas podem ser caracterizados como linfomas de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin. O principal fator de risco para o linfoma de Hodgkin é o vírus Epstein-Barr, enquanto que para os linfomas não-Hodgkin, temos as doenças autoimunes.

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