Fisiologia | Sistema Urinário




O sistema excretor é, basicamente, composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra. Os rins estão localizados na região posterior do abdômen, logo abaixo do baço e do fígado. Esses órgãos apresentam um formato de feijão e, na sua região superior, possuem as glândulas adrenais.


Figura 1 - Rins localizados próximo à região dorsal do corpo.
(Fonte: PAULSEN, F.; WASCHKE, J. Sobotta, 2000).


Devido o grande espaço ocupado pelo fígado, o rim direito está localizado um pouco mais abaixo que o esquerdo, ambos posicionados na altura da 11ª e 12ª costelas. Os rins estão fortemente presos à parede abdominal graças ao peritônio, membrana serosa que reveste a parte superior da cavidade abdominal. Cada rim possui, aproximadamente, 12 cm de altura, 7 cm de largura e 3 cm de espessura, pesando em média 150g.

Os rins possuem diferentes regiões caracterizadas de acordo com os órgãos com quem eles estão em contato. Cada rim possui uma artéria e uma veia renal que se ramificam em seu interior, propiciando uma grande irrigação dos tecidos, além de permitir que ele realize a sua função primordial, a filtração do sangue. Para compreendermos melhor esse processo de filtração, abordaremos a anatomia interna desses órgãos.



Figura 2 - Rins. As cores representam as regiões de contato com diferentes órgãos.
(Fonte: PAULSEN, F.; WASCHKE, J. Sobotta, 2000).


No interior dos rins é possível distinguir várias regiões, as principais são o córtex e a medula renal. A partir da medula renal, observamos a presença da pirâmide renal, um agrupamento de vários canais provenientes das milhares de unidades filtradoras dos rins, os néfrons. Esses canais são responsáveis por conduzir a urina dentro dos rins. Cada pirâmide renal desemboca em uma estrutura de aspecto côncavo denominada de cálice menor que, por sua vez, desemboca no cálice maior. Os vários cálices se agrupam, formando a pelve renal e, finalmente, o ureter. O ureter é a estrutura tubular que irá conduzir a urina até a bexiga.


Figura 3 - Anatomia interna dos rins.
(Fonte: PAULSEN, F.; WASCHKE, J. Sobotta, 2000).

A bexiga é o órgão de armazenamento da urina. Para tal, as células que fazem parte desse órgão possuem capacidade de distensão. Elas mudam o formato à medida que a bexiga enche com urina. A bexiga possui uma capacidade de armazenamento média de 250 a 300 mL, o que sinaliza quando devemos ir ao banheiro. Contudo, ela pode suportar um armazenamento máximo de 500 a 600 mL, causando intensa dor ao indivíduo.

O esvaziamento da bexiga é realizado pela uretra, um canal que conduz a urina para fora do corpo. Nos homens, a uretra é compartilhada com o sistema reprodutor e, como consequência, também é utilizada para a eliminação do esperma durante a ejaculação. Nas mulheres, a uretra é exclusiva do sistema urinário.
Formação da urina

À pouco, citamos a unidade filtradora dos rins, os néfrons. Essas estruturas são as responsáveis diretas pela remoção dos resíduos metabólicos produzidos pelo organismo. Cada néfron é formado por várias partes. Dentre as quais, destacamos: O glomérulo renal, a cápsula néfrica, os tubos contorcidos proximal e distal, a alça néfrica e tubo coletor.



Figura 4 - Estruturação do néfron, unidade filtradora dos rins.

O sangue que flui para os rins é submetido à um intenso processo de filtração. Essa filtração é realizada na cápsula néfrica, também conhecida como cápsula de Bowman. No interior da cápsula, forma-se uma estrutura enovelada denominada de glomérulo renal. Essa estrutura reduz a velocidade de passagem do sangue, permitindo que o processo de filtração seja intensificado, pois o sangue passará mais tempo no interior da cápsula.

No interior da cápsula existem células de barreira que darão início ao processo de filtração, os podócitos. As moléculas e substâncias presentes no sangue, devem atravessar endotélio dos capilares e os podócitos. Contudo, apenas moléculas pequenas conseguem realizar isso, daí a filtração. O material filtrado é formado por água, sais minerais (íons), monossacarídeos, aminoácidos e excretas (uréia e ácido úrico, por exemplo).



Figura 5 - Estruturação do corpúsculo renal.

Ao deixar a cápsula, o material filtrado segue pelo tubo contorcido proximal. Lá, haverá a reabsorção de grande parte da água e dos sais. além da reabsorção completa dos aminoácidos e carboidratos, pois são nutrientes importantes ao organismo e que não devem ser eliminados na urina. A reabsorção é, então, o retorno dos nutrientes ao sangue. Esse processo só é possível graças à uma rede de capilares que envolve o néfron. A reabsorção dos minerais (Na+ e Cl-. principalmente) e dos carboidratos é realizada por influência dos hormônios secretados pelas adrenais, os mineralocorticoides e glicocorticoides, respectivamente.

O processo de reabsorção dos nutrientes é continuado ao longo das demais partes do néfron, recuperando assim, o máximo de nutrientes possível e, desta forma, o material filtrado se torna cada vez mais concentrado em relação aos excretas, formando a urina ao final do tubo coletor.


Glomerulonefrite

Doença caracterizada pela inflamação dos glomérulos renais. Condição que pode ser classificada como primária ou secundária. A glomerulonefrite secundária é assim chamada quando causada por outras doenças ou medicamentos. Essa doença precisa de atenção especial, pode evoluir para uma insuficiência renal que inclui sintomas como: Falta de apetite, náuseas, vômitos, cansaço e dificuldade para dormir.


Referências Bibliográficas


HALLl, J E. Tratado de Fisiologia Médica. 12ª ed. Elsevier: Rio de Janeiro, 2011.

PAULSEN, F.; WASCHKE, J. Sobotta: Atlas de Anatomia Humana. 21ª Ed. Guanabara Koogan S.A: Rio de Janeiro, 2000

AMABIS, J.M.; MARTHO, G.R. Biologia: biologia dos organismos. 3ª Ed., vol. 2. Moderna: São Paulo, 2009.

JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 10ª Ed. Guanabara Koogan: Rio de Janeiro (RJ), 2004

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